LIçõES DE GêNESIS 6 - ESCOLA BíBLICA DOMINICAL (EBD)

  07/10/2023     138 views   77070

O capítulo 6 do livro de Gênesis é um dos capítulos mais emblemáticos da Bíblia e traz importantes lições para todos nós. Neste capítulo, encontramos a narrativa do dilúvio e a decisão de Deus de exterminar a humanidade por causa da maldade e corrupção que se espalharam pela terra. Vamos analisar versículo por versículo e refletir sobre o significado de cada um deles.

No versículo 1, encontramos a introdução da narrativa: "Quando começaram os homens a multiplicar-se sobre a face da terra e lhes nasceram filhas". Aqui vemos a proliferação da humanidade, mas também a menção específica das filhas. A partir deste ponto, veremos que a interação entre os filhos de Deus e as filhas dos homens será crucial para o desenvolvimento da história.

No versículo 2, somos apresentados a uma questão intrigante: "Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas e tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram". O termo "filhos de Deus" tem sido objeto de muita discussão teológica, mas podemos entender que se trata de seres sobrenaturais, possivelmente anjos caídos.

No versículo 3, lemos: "Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não contenderá para sempre com o homem, porque este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos". Deus declara que limitará a vida humana a 120 anos, o que nos mostra Sua paciência e misericórdia, mesmo diante da corrupção generalizada.

No versículo 4, encontramos um ponto de virada na narrativa: "Naqueles dias, estavam os nefilins na terra, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos". Aqui, há uma ligação direta entre a interação entre os filhos de Deus e as filhas dos homens e o surgimento dos nefilins, uma raça de gigantes. Isso enfatiza a perversão e a influência maligna da união entre seres sobrenaturais e seres humanos.

No versículo 5, Deus explicita o excesso de maldade que tomou conta do mundo: "Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração". Aqui vemos a profundidade da depravação humana e o motivo pelo qual Deus decide tomar uma atitude tão drástica.

No versículo 6, nos deparamos com a tristeza do coração de Deus diante da maldade humana: "Então, se arrependeu o SENHOR de haver feito o homem na terra, e pesou-lhe em seu coração". Mesmo diante da justiça de Deus, é evidente que Ele se entristece com a destruição de Sua criação.

No versículo 7, Deus anuncia Sua decisão: "Porque o SENHOR disse: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito". Aqui vemos a justiça divina sendo manifestada e a consequência do pecado humano atingindo também a criação de Deus.

No versículo 8, encontramos uma exceção à sentença de destruição: "Noé, porém, achou graça diante do SENHOR". No meio da maldade generalizada, Deus encontra um homem justo e fiel. Noé será o escolhido para realizar o plano de Deus e preservar a humanidade e a criação por meio da construção da arca.

No versículo 9, temos a descrição de Noé e da relação que ele estabeleceu com Deus: "Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus". Noé se destaca como um homem de retidão e comunhão com o Senhor, e esse relacionamento especial com Deus será fundamental para cumprir a missão que lhe foi confiada.

No versículo 10, somos introduzidos à família de Noé: "Gerou Noé três filhos: Sem, Cam e Jafé". Esses três filhos desempenharão papéis importantes na reconstrução da humanidade após o dilúvio e na formação das nações.

No versículo 11, Deus descreve a perversão da humanidade e a razão para o dilúvio: "A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência". Aqui vemos uma repetição do diagnóstico anterior sobre a maldade humana. A corrupção e a violência tomaram conta da terra, e Deus não pode deixar que isso continue impune.

No versículo 12, Deus anuncia a iminência da destruição: "Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra". Mais uma vez, enfatiza-se a corrupção generalizada e a necessidade de ação por parte de Deus.

No versículo 13, Deus revela a Noé Seu plano: "Disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra". Aqui vemos a seriedade do pecado humano sendo confrontada com o julgamento divino. A maldade e a violência chegaram a um ponto insuportável.

No versículo 14, Deus instrui Noé a construir a arca: "Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: compartimentá-la-ás e a guarnecerás de betume por dentro e por fora". Deus fornece a Noé detalhes específicos sobre o tamanho e a construção da arca, mostrando Sua preocupação com a preservação da humanidade e da criação.

No versículo 15, Deus explica o propósito da arca: "Deverá ela ter cento e trinta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros de largura e treze metros de altura". A arca será grande o suficiente para acomodar Noé, sua família e os animais escolhidos para a preservação das espécies.

No versículo 16, Deus instrui Noé a preparar a entrada da arca: "Farás na arca uma abertura, e, a um côvado do alto, a acabarás; a porta da arca porás ao seu lado; farás pavimentos na arca". Mais uma vez, vemos a atenção aos detalhes para garantir a segurança e a sobrevivência de todos a bordo da arca.

No versículo 17, Deus anuncia o dilúvio que está por vir: "Porque farei vir o dilúvio sobre a terra, para destruir, debaixo do céu, toda carne em que há fôlego de vida; tudo o que há na terra perecerá". Deus é justo e seu julgamento é inevitável; a destruição virá para purificar a terra das impurezas do pecado.

No versículo 18, Deus faz uma aliança com Noé: "Mas estabelecerei a minha aliança contigo; entrarás na arca, tu e teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos". Mesmo no meio do julgamento, Deus não se esquece de Sua misericórdia. Ele preservará Noé e sua família, estabelecendo uma nova aliança para o futuro da humanidade.

No versículo 19, Deus ordena a Noé a entrada dos animais na arca: "De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo". Mais uma vez, vemos o cuidado de Deus com a preservação da criação e a ordem de Noé em buscar obedecer a essas instruções.

No versículo 20, Deus instrui Noé a garantir a alimentação dos animais: "Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies; dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida". Deus providencia tudo o que é necessário para a vida e a preservação dos animais durante o dilúvio.

No versículo 21, Deus orienta Noé sobre o cuidado com a comida durante o dilúvio: "Quanto a ti, toma para comer de tudo o que é comestível e ajunta-o contigo; servir-te-á de alimento, a ti e a eles". Deus garante a provisão de alimento tanto para Noé quanto para os animais durante o período na arca.

No versículo 22, Noé segue as instruções de Deus: "Assim o fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez". A obediência de Noé é notável, e ele é exemplo de fé e confiança no plano de Deus, mesmo diante de circunstâncias tão difíceis.

Em resumo, o capítulo 6 de Gênesis nos apresenta a corrupção e a maldade da humanidade, mas também nos mostra a justiça e a misericórdia de Deus. Apesar de todo o pecado, Deus encontra em Noé um homem justo e estabelece uma nova aliança para preservar a humanidade e a criação. Essa história é um lembrete poderoso da importância da obediência a Deus e da confiança em Seus planos, mesmo em meio às dificuldades e desafios da vida.

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